üSmartCap Descrição técnica
A inteligência é do ambiente, e não só do aparelho.
- Cada estabelecimento instala e calibra o seu ducto.
- O ducto é uma rota reta, marcada por Step Dots.
- O boné leva um sensor de obstáculos; o fone, o som.
- Tudo roda no aparelho, sem rede e sem câmeras.

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Inteligência ambiental.
- O trecho é instalado e calibrado por quem o conhece.
- O aparelho só interpreta e fala.
É desenho, não produto.
- Os sensores ainda precisam ser testados na rua.
- Os números ficam para o protótipo.
Cuidar, e não vigiar.
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Descrição técnica
üSmartCap por dentro
Este texto descreve a arquitetura proposta, com a precisão que o desenho permite hoje. Nada disto foi construído: os sensores ainda precisam ser testados na rua, e os valores numéricos aparecem como «a definir».
Em uma frase: a inteligência que orienta a pessoa é ambiental, instalada e calibrada pelos estabelecimentos, trecho a trecho. O que a pessoa leva só interpreta essa inteligência e fala com ela.
1 · Uma arquitetura híbrida
A orientação não mora só no aparelho. Uma parte está no ambiente (o ducto, os pontos que o marcam, as âncoras de toque e o mapa do trecho) e a outra vai com a pessoa (o boné com o sensor de obstáculos, o fone, o celular e a bateria). As duas se encontram por três ligações: o mapa do trecho, que chega direto ao aparelho; o toque, quando a bengala ou o boné encosta numa âncora; e o aviso de obstáculo, que nasce no boné.
2 · O ducto: a inteligência ambiental
O ducto é uma rota de deslocamento reta entre dois locais (A e B). Ao longo do seu eixo ficam os Step Dots, que marcam o centro do caminho. As duas bordas e o centro formam a faixa útil: é nela que o som diz onde a pessoa está.
Por que no ambiente, e não só no aparelho. Um aparelho sozinho não sabe onde, dentro de um trecho, a pessoa está, nem onde estão as bordas, os degraus e os obstáculos fixos. Quem conhece o trecho é o estabelecimento. Por isso o ducto precisa ser instalado e calibrado por ele, em cada trecho: o ambiente entrega ao aparelho o eixo, os limites e os pontos de atenção, e o aparelho só os interpreta.
Instalação e calibração, passo a passo (fluxo proposto)
1 · Definir o eixo
O estabelecimento fixa os dois pontos de ancoragem, A e B, e a reta entre eles.
2 · Instalar os pontos
Os Step Dots são colocados ao longo do eixo. O tipo de ponto e o espaçamento são definidos na prototipagem.
3 · Calibrar
Um percurso de teste, feito com o aplicativo, mede a largura útil, ajusta a tolerância das bordas e registra obstáculos fixos e pontos de atenção.
4 · Validar
O sistema confirma o trecho e o marca com uma validade datada.
5 · Publicar
O mapa do trecho fica disponível, direto do local para o aparelho de quem chega.
6 · Manter
Obra, piso novo ou móvel fora do lugar pedem nova calibração. Trecho com validade vencida deixa de conduzir e avisa.
Em resumo, cabe ao estabelecimento instalar, calibrar e manter o seu ducto. Sem essa inteligência no ambiente, o trecho não conduz.
Fora do ducto, um agente de IA acompanha; dentro, não
Entre um ducto e outro, a pessoa pode ter um agente pessoal de IA ao seu lado pela cidade: ele orienta a navegação no transporte público, em museus e em outros lugares, conversando com ela.
Dentro do ducto, não. O motivo é a velocidade da informação: o som que corrige o passo precisa acompanhar o corpo no mesmo instante, e uma conversa com um agente leva mais tempo do que o passo permite. Por isso, no ducto, quem conduz é o próprio ambiente (os Step Dots, as bordas e o mapa do trecho), interpretado no aparelho, sem depender de resposta de fora. Ao sair do ducto, o agente volta a acompanhar.
3 · Orientação espacial: o som acompanha o corpo
Duas linhas paralelas, ancoradas no espaço, delimitam a faixa útil. A posição lateral da pessoa é calculada por interpolação entre as duas bordas, e a direção do corpo é comparada com o eixo do ducto. Disso saem três estados, e o som muda com cada um.

No eixo
- Rosa
- Marrom esq.
- Marrom dir.
O rosa fica estável nos dois ouvidos e o marrom quase some. Quer dizer: siga em frente.

Derivando
- Rosa
- Marrom esq.
- Marrom dir.
O marrom cresce no ouvido do lado da borda. Quer dizer: volte ao centro, do lado oposto.

Fora do caminho
- Rosa
- Marrom esq.
- Marrom dir.
O marrom domina e o rosa se apaga. O alerta sobe por voz e a ajuda é chamada.
Imagens ilustrativas. O mapeamento do ganho do marrom e da escolha do ouvido é uma proposta, a validar em testes com usuários. A direção do corpo vem de um sensor de rumo, que pode ficar no boné ou no celular (a definir).
Falha segura. Se a confiança na posição cai (sinal fraco, trecho com a validade vencida), o guia não finge precisão: alarga a faixa e avisa. Nunca conduz em erro.
4 · O motor de áudio: ruído rosa e ruído marrom
São dois ruídos de fundo, escolhidos porque não cansam e não se confundem com a fala. O rosa tem densidade de potência proporcional a 1/f: cai 3 dB por oitava e soa neutro e estável. O marrom é proporcional a 1/f²: cai 6 dB por oitava e soa mais grave e surdo, por isso se distingue do rosa mesmo sem pensar.
Rosa: «siga em frente»
Referência do centro. Fica constante enquanto a pessoa está no eixo.
Marrom: «volte ao centro»
Cresce perto das bordas. O lado em que soa (esquerdo ou direito) diz para onde voltar.
Histerese
O ganho do marrom tem uma pequena margem de entrada e de saída, para o som não oscilar quando a pessoa balança no limite.
Local e imediato
O áudio é gerado no próprio aparelho, em milissegundos. A rede pode cair e o guia continua. Não há IA no passo a passo.
Fone de condução óssea
O som chega pelo osso, e os dois ouvidos ficam livres para o trânsito, as vozes e o aviso de quem está por perto.
Voz só quando preciso
O assistente pessoal fala no planejamento, nos avisos e nas exceções. O passo a passo é só som de fundo.
5 · O sensor de obstáculos no boné
O boné leva um sensor espacial de obstáculos em quatro quadrantes: frente, trás, esquerda e direita. Ele percebe o que está perto e se está se aproximando, e não gera imagem nem identifica rostos. O aviso sai por voz e por um tom, com prioridade para a frente.
O que ele diz
Há algo à frente, à esquerda, à direita ou atrás, e se está se aproximando.
Ligação com o celular
Por Bluetooth ou por cabo. O celular decide o que avisar e como.
Energia
A bateria fica na cintura e alimenta o boné.
Ainda não sabemos se funciona a contento
Alcance, falsos alertas, rua cheia e superfícies difíceis precisam ser testados em campo antes de qualquer promessa.
6 · Âncoras: tubos sonoros e toque
Nos pontos que não podem virar obstáculo, o ambiente ganha um tubo sonoro, um objeto sem energia que faz três coisas ao mesmo tempo.
Trilho tátil
A bengala encosta no tubo e ganha uma referência lateral física ao longo da travessia.
Sino achável
O tubo ressoa quando tocado. É um marco acústico que se encontra de ouvido.
Toque que zera a deriva
A âncora de toque, lida pela bengala (se tiver leitor) ou pelo boné, reancora a posição com precisão de centímetros.
Âncora é opcional
O ducto conduz sem tubos. Eles entram nos pontos críticos: esquinas, travessias e entradas.
7 · Mapas, conectividade e funcionamento sem rede
Mapa do trecho por P2P
O mapa do trecho vai direto do local para o aparelho de quem chega, sem servidor no meio.
Funciona sem rede
Posição, som e aviso de obstáculo são calculados no aparelho. A rede só serve para planejar e para chamar ajuda.
Sistema central
Entra no planejamento do dia e nas exceções. Nunca está no caminho do passo a passo.
Três ligações físicas
Boné e celular: Bluetooth ou cabo. Local e celular: mapa direto. Âncora e bengala ou boné: toque.
8 · Privacidade e segurança por desenho
Sem câmeras
Só sensores que não veem imagem, e som.
Ninguém sabe onde a pessoa está
Entre um ponto e outro, a posição fica no aparelho. Só sai quando a pessoa decide dizer.
Ajuda por exceção
Em cada ponto esperado, o caminho confirma que está tudo bem. Se um ponto não acontece no prazo, a ajuda humana é chamada.
Soma, não substitui
Convive com a bengala, o cão-guia e o atendimento humano.
9 · O que ainda está em aberto
- Teste de campo do sensor de obstáculos: alcance, falsos alertas e desempenho em rua cheia.
- Sensor de rumo (giroscópio ou bússola), no boné ou no celular.
- Tipo de ponto e espaçamento dos Step Dots; largura e tolerância do ducto; prazo de recalibração.
- O ducto encosta no piso ou flutua; o rádio da âncora (Bluetooth ou toque); como o aparelho chega ao ponto de partida.
- Latência-alvo do áudio e autonomia da bateria.
- A passagem entre o agente de IA e o ducto: como o agente se cala ao entrar e retoma ao sair.
- Formato e validade do mapa do trecho.
- O mapeamento do som (ganho do marrom, escolha do ouvido), validado com usuários cegos.